A ânsia da mídia em criar uma nova Richthofen

Acompanhando os jornais essa semana, tenho reparado na ânsia da mídia campineira em criar uma nova http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u104994.shtml”>Suzane Richthofen tentando atribuir a uma adolescente a morte dos pais e da irmã mais velha em Campinas, sendo que ela mesma apresentou sintomas de envenenamento. Essa não é a primeira vez que vejo isso ocorrendo, e é nítido o massacre da mídia, que hoje apresentou a “versão” de uma enfermeira da avó que teria comido um bolo feito pela jovem e passado mal, além de obrigar a adolescente a sair escondida do hospital no carro de um parente, sb a mira dos repórteres que chegaram a fotografar o carro disfarçado. As únicas evidências nesse caso é que o casal e a filha mais velha foram mortos com metais pesados , também encontrados na casa das vítimas. Mas isso e o fato da filha mais nova ter preparado o bolo e ter sintomas mais amenos que o restante da familia é insuficiente para a mídia já a considerar uma nova Suzane Richthofen. Ela simplesmente pode ter tido sintomas menores por ter comido menos, e esses metais são muitos utilizados na homeopatia (profissão do pai dela) em doses diluídas. E nem todos tem o mesmo sintomas num caso de intoxicação alimentar. Lembro que uma vez minha mãe comprou um presunto num supermecado, todos em casa comeram, sendo que eu só comi uma pequena fatia. Aparentemente o presunto não estava bom, pois pouco depois todos passaram mal, menos eu, que só tive uma dor de estômago, sem os demais sintomas deles.
Não poderia ter acontecido isso nesse caso? Como diz a velha máxoma: todos são inocentes até prova contrária. E a mídia devia lembrar-se disso, ao invés de ficar perseguindo a jovem, aumento a dor de uma pessoa que acabou de perder a sua família! Sim, há a chance de ela realmente ser a assassina, mas atenham-se à maxima!

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