Nos longíguos anos situados entre 2000 e 2002 (que parecem que foram ontem), eu morava em Barão Geraldo, um distrito de Campinas que é onde fica localizada a Unicamp. Esse distrito tem muitos sebos, e tinha uma locadora de livros, a Le Book, localizada na cidade universitária. Eu, como devorador de livros, ia nessa locadora quase todos dias para pegar um livro novo. Algumas pessoas vão direto em locadoras de filmes, eu ia na Le Book. Além dela, era cliente assíduo dos sebos localizados por lá, como o Valise de Crosnópio, o Curupira e o Galpão dos Livros, e direto estava comprando alguma coisa “nova”, principalmente livros da Agatha Christie, de quem sou fã.
Os anos foram passando e minha vida foi mudando de rumo. Mudei de casa várias vezes, saindo de Barão, fiz cursos técnicos, passei no vestibular, e o tempo dedicado à leitura foi escasseando devido à falta de tempo e a distância.
Há duas semanas, resolvi matar a saudade de sebos de livros, e fui no Valise de Crosnópio comprar 1 Livro da Agatha (mas aproveitei e comprei 3 livros, 2 dela e um de outro autor), e foi uma sensação muito boa. Sebos, por sí só, são repletos de nostalgia, soma-se a ela aquele gostinho que eu tinha de quase todos dias explorar as estantes do local à caça de um novo livro. Uma sensação muito boa, sentir aquela nostalgia que permeia os itens à venda, ver a data da edição dos livros e imaginar quem comprou inicialmente o livro e como ele foi parar ali no sebo, pronto para ser comprado por mim. É muito legal ir em sebos, mais legal do que ir em livrarias. Decidi então retomar essas visitas constantes e mergulhar no fascinante mundo dos livros usados.
E também vou tomar vergonha na cara e retomar a atualização do blog
Escrito por Rodrigo
Escrito por Rodrigo
Escrito por Rodrigo